E o vencedor é…

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E o grande vencedor da copa antidemocrática foi…

O rádio! Foi uma disputa aberta durante muito tempo, mas ao final as violações do direito à comunicação no ar pesaram mais do que as piores faltas dentro e fora dos gramados.

Antes de resumir o enfrentamento desses dois gigantes com mais detalhes, gostaríamos de agradecer a tod@s vocês que participaram com os seus votos, comentários e textos. Além disso, foi muito importante também a participação nas três petições que ajudamos a promover através do nosso site!

Um outro futebol e um outro rádio são possíveis e juntos identificamos muitos pontos cruciais que temos que modificar para chegar a isso.

Convidamos a todos e todas que ainda não assinaram as petições, que participem. Afinal, exercer a cidadania é o primeiro passo para a mudança. Confira as campanhas que apoiamos:

E agora sim, o resultado final das 11 partidas da Copa Antidemocrática:

(1) A FIFA convence como o jogador global menos democrático. 0 : 1
(2) Vocês acharam que não há manipulação pior do que as regras no futebol. 0 : 2
(3) Quando o assunto é a violação das regras civis, ninguém ganha do rádio. 1 : 2
(4) O pouco interesse das rádios no esporte feminino assegurou um empate. 2 : 2
(5) Não há autoritarismo pior do Estado do que na gestão da radiodifusão. 3 : 2
(6) A diversidade sexual é menos respeitada no futebol do que no rádio; 3 : 3
(7) Quando se analisa a presença do monopólio, o rádio sempre vence. 4 : 3
(8) E o rádio também vence de fiscalização repressiva; 5 : 3
(9) Migrantes não têm direito para fazer rádio no Brasil, isso rendeu mais um ponto. 6 : 3
(10) E mais um ponto para o veículo de comunicação quando o tema diz respeito a rádios comunitárias e livres sendo ilegalizadas. 7 : 3
(11) E finalmente, o gasto absurdo de verbas públicas na copa assegurou o último gol para o futebol. 7 : 4

Foi uma ótima copa gente! Até breve, no ar ou nos gramados!

Equipe “Rádio vs. Futebol”

O uso de verbas públicas

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Estamos chegando ao final do campeonato e com uma vitória do rádio na partida anterior.

Vocês acharam pior a constante ilegalização de rádios livres e comunitária – mesmo em comparação com a elitização do futebol e da vida urbana. Agora o placar demonstra 7 a 3 em favor do rádio. Mas devido a dois casos de uso de doping e uma possível desqualificação tudo pode mudar até o último minuto…

Hoje o nosso tema está focado numa pergunta importante: Para que tipo de futebol e para que tipo de rádio estão sendo destinadas as verbas públicas? Como são justificados os gastos milionárias para a realização da Copa no Brasil? Será que não vai faltar dinheiro para outras áreas, como por exemplo, a radiodifusão comunitária? O que o nosso time pensa disso?

O nosso primeiro jogador Pedro “Papacito” Martins, representante nacional da AMARC Brasil, nos apresenta uma conta assustadora: a quantidade de dinheiro público gasto em publicidade em mídia privada. E ele afirma: Nunca teremos o “fim da pobreza” na mídia popular se a distribuição seguir este caminho.

Por outro lado, a nossa segunda jogadora, Stefanie Lipf, estudante de ciências políticas, dá uma olhada na fatura da “Copa das Copas”. Ela coloca em discussão o alto preço para a realização do mundial e o motivo do Estado ter pago os custos extras do evento.

Esta é a sua última chance para escolher o seu patife antidemocrático favorito. Vote!

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Participação e inclusão da população

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Querid@s leitor@s participantes, parece que temos um ganhador. A maioria de vocês achou pior a exclusão de migrantes nas rádios brasileiras do que a dificuldade sofrida por jogadores de futebol em outros países. O placar agora demonstra uma vantagem de 6 a 3 para o rádio. Então, a copa acabou? Não, porque devido a uma suspeita de uso de doping no equipe do rádio, vamos continuar o torneio enquanto esperamos o resultado de mais um exame de sangue…

Nesta semana vamos falar da participação da população no rádio e no futebol. Fazer rádio tecnicamente é fácil, barato e democrático – em teoria. Porque como nos demonstra a nossa jogadora do México, a radialista livre Polyester Kat, as leis restringem o uso popular da radiofonia.

E no futebol? Antes era barato assistir uma partida no estádio. Porém, agora, isso já mudou bastante, segundo o nosso jogador Caio Lima do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro. De acordo com Lima, esse processo de eletrização ainda foi mais acelerado devido a “Copa das Copas” e infelizmente não somente nos estádios mas também nos bairros das cidades sedes.

Dois cenários sombrios, mas qual é o pior? Vocês que sabem. Participem com o seu voto!

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Acesso e participação de estrangeiros e migrantes

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Goooool! A rádio marcou de novo e está vencendo o futebol 5 a 3. Além da atuação pouco confiável a arbitragem da FIFA vocês acharam ainda pior o trio dos juízes aéreos: Anatel, MiniCom e PF. Essa semana volvemos com um tema controverso: a participação de migrantes e estrangeiros na ar e nos gramados. O futebol e o rádio na sua prática não conhecem fronteiras, mas a verdade é que ambos precisam enfrentar muitas. Não se pode ganhar a vida jogando futebol fora do seu país sem visto de trabalho. E não se pode criar uma rádio no Brasil por ser estrangeiro. Se ligue no que o nosso time fala disso!

O nosso autor Nils Brock, jornalista e cooperante internacional da AMARC Brasil reconstrua a ambivalência das rádios que sirvam para sementar o amor ou o ódio. Por isso, excluir estrangeiros e migrantes da comunicação no ar não somente e anti-democrático senão também bastante perigoso.

A vida dos jogadores de futebol estrangeiros também não um mar de rosas, nos conta Yôko Woldering, Coordenadora da associação KoBra e.V. Da Alemanha. Não somente os brasileiros que procuram a sua sorte na Europa, mas também os profissionais que chegam aqui viram rapidamente uma mercadoria num mercado global que não é nada democrático.

O que é pior? Vocês é quem sabem. Votem para o seu anti-democrático favorito…

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Fiscalização

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Bem-vindas e bem-vindos a nossa primeira edição durante a “outra copa”. Nós fomos os primeiros a jogar e no placar de nosso torneio agora o rádio está liderando por 4 a 3 contra o futebol. O seu voto confirmou que o monopólio privado na comunicação radiofônica é ainda pior que a concentração de poder no reinado da FIFA.

Desta vez, o nosso tema é a atuação das pessoas que cuidam do cumprimento das regras. No futebol, tem os juízes, no rádio, agências as reguladoras, como a ANATEL, no caso do Brasil. Mas será que eles são sempre imparciais?

Karina Quintanilha, da ONG Artigo19, nos fala sobre a arbitragem do rádio no Brasil, onde emissoras comerciais são tratadas como “as donas da mídia”, enquanto rádios comunitárias e outra vozes independentes são reprimidas. No ar, estamos longe do chamado fair play.

Pouco melhor é a situação no futebol, é o que nos diz a jornalista Ana Garcia. Neste esporte, não só se compram entradas, como também alguns dos juízes. A FIFA diz preparar bem os juízes para serem imparciais e que sua seleção é criteriosa, porém, a tentação do dinheiro é grande…

E aí? Quem é o pior e merece ganhar esta partida? São vocês que sabem, então, votem no seu favorito!

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Regras antimonopólio

imagemBem-vindas e bem-vindos à sétima jornada de nossa copa. Ao vencer a última partida, o futebol empatou com o rádio na competição dos antidemocráticos. Agora o placar é 3 a 3. Vocês acharam pior a homofobia nos gramados do que a falta de diversidade sexual nas ondas radiofônicas.O tema desta semana não é menos polêmico. Vamos falar das regras antimonopólio, as que existem e as que fazem falta. A FIFA proíbe que no futebol profissional times da primeira divisão tenham o mesmo proprietário. No rádio também não é muito diferente, e a Glôbolandia é um dos piores exemplos disso. Existe uma brutal concentração de propriedade. Vamos ver o motivo da situação ser assim no rádio – e também como, na prática, são burladas essas regras dentro dos gramados.

O nosso primeiro autor Bruno Marinoni traça um panorama da situação do rádio no Brasil. O repórter do Observatório do Direito à Comunicação demonstra como o espectro se concentra nas mãos de poucos ao longo da história e também critica a falta de uma iniciativa estatal que estimule e fortaleça o desenvolvimento da mídia comunitária e pública.

O segundo artigo desta edição retrata a expressa oposição do futebol mexicano contra as regras antimonopólio da FIFA. Como explica Edgar Khonde, escritor e ghost writer nato da nação das tortillas, é comum no México que clubes profissionais tenham o mesmo dono. No entanto, esses acordos entre os donos dos times é o que mantém empolgante a liga mexicana há muitos anos.

E quem vai ganhar essa partida? Decida, vote e compartilhe essa Copa!

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Gênero 2: gays, lésbicas, bissexuais e transgênero no rádio e no futebol

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O rádio arrasou de novo! O abuso do futebol como palco político não teve força suficiente para vencer a postura autoritário dos Estados frente a expressão nas rádios livres e comunitárias. Agora o rádio leva uma vantagem de 3 a 2 no placar antidemocrático.

A partida desta semana trata de adversários comuns ao futebol e a radiodifusão democrática: a homofobia e a valorização da heterossexualidade. Estudos apontam que um em cada onze jogadores ou jogadoras de futebol são homossexuais. Porém, até hoje no futebol os atletas profissionais somente assumem a sua orientação sexual após encerrar a carreira. E nas rádios? Será que lá também imperam a testosterona e o regime tolerância zero?

O rádio não é um paraíso da diversidade de gênero, acredita Markus Plate, jornalista radiofônico na ONG Voces Nuestras em Costa Rica. E depois de conhecer dúzias de rádios comunitárias na Europa e na América Latina constata que elas não escapam dos padrões heterossexuais pré-estabelecidos.

A Pulsar Brasil, agência informativa da AMARC – Brasil, faz um panorama de como universo do futebol, principalmente o masculino, não aceita a diversidade sexual. Num meio que reúne uma maioria esmagadora de homens, seja no comando dos times, os próprios atletas e também os torcedores, um simples debate sobre homofobia raramente aparece. Normalmente, jogadores que não se assumem homossexuais, mas que geram desconfiança por algum motivo são hostilizados dentro e fora do campo, por sua própria torcida e, claro, a rival principalmente.

Então, quem merece vencer esta partida? Vocês decidem, votem agora!

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Influência do Estado

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E aqui está o esperado empate. Vocês consideraram o pouco interesse das rádios comunitárias no esporte feminino ainda pior do que a ignorância do Estado brasileiro frente às demandas das mulheres nordestinas que defendem o uso do dinheiro da Copa para programas na área de Educação e Saúde.

E falando do Estado, já chegamos ao tema desta semana. Tanto o rádio, quanto o futebol são utilizados como plataformas políticas. Os governantes jogam suas cartas de maneira a favorecer a eles próprios, assim como as rádios e televisões, que também não abrem mão dos seus interesses na hora de executar um belo passe.

Como demonstram as/os nossas/os autoras/es, as vítimas colaterais dessas ‘jogadas sujas’ acabam sendo o esporte e a comunicação. Javiera Diaz, psicóloga, investigadora social e radialista livre critica a falta de interesse dos Estados Latino-americanos para democratizar o dial nas épocas pós-ditaduras.

Já o professor e militante para a comunicação livre, Luis Black, descreve como o Estado Brasileiro instrumentalizou o futebol, desde a época da Ditadura Vargas até o os dias de hoje.

E ai, o que você considera pior? Neste campeonato é o seu voto que faz a diferença! Participe!

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Gênero 1: Mulheres

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E finalmente o rádio marcou um gol contra o futebol e agora o placar está 1 x 2. A maioria das/os nossas/os leitoras/es acharam pior a “vida de gado” das rádios comunitárias e livres no Brasil do que os abusos legais em nome da Copa (que não são poucos também). A partida de hoje, sem dúvida, é um encontro duro já que estamos falando do gênero forte: as mulheres e a sua participação no rádio e no futebol. O ano de 1863 é um marco quando o assunto é gênero e esporte. Nessa época foram definidas as primeiras regras internacionais de futebol na Inglaterra, possibilitando também o surgimento dos primeiros times de futebol femininos. E não foi só pela Inglaterra que as mulheres despontaram, desde 1910 são documentadas transmissões de rádios amadoras nos Estados Unidos.Mas e hoje? Como se dá a participação da mulher neste esporte?

A nossa autora Miriam Meda nos fala sobre a invisibilidade da mulher nos esportes e principalmente no futebol, quando se trata da mídia. A radialista e pesquisadora ainda aponta que as rádios comunitárias não são uma exceção nesse mar de ignorância. Por outro lado, Celia Rodrigues, representante nacional da Rede das Mulheres da AMARC Brasil, apresenta uma pequena pesquisa com mulheres do Nordeste Brasileiro, na qual demonstra a ampla oposição contra a Copa de 2014. Celia ainda explica o motivo da euforia frente ao megaevento entre as mulheres da região é quase zero.

Como sempre, são vocês que vão decidir o resultado desta partida! Vote!

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Direitos civis e garantias constitucionais violados


É dois a zero!!! Depois de duas rodadas, o futebol ampliou a vantagem. O uso injusto do espectro radiofônico ficou pequeno frente ao escandaloso episódio do Fluminense. Mas hoje, vamos falar das garantias legais para desfrutar do rádio e do futebol nos Estados-nações, e sobretudo no Brasil. Compete ao Estado defender essas garantias universais. Será que realmente garante-se uma ampla participação da população no futebol e no rádio? Fazer rádio livre ou comunitária no Brasil é uma “vida de gado”, opina nossa autora Pamella Magno, jornalista e mídia ativista. Pamella chama a atenção para as práticas repressivas de fiscalização no Brasil. No caso do futebol, Leonildes Nazar afirma que estamos numa crise profunda. A estudante de Relações Internacionais que  trabalha no PNUD – ONU alerta para as limitações dos direitos civis durante a Copa.Quem vai vencer esse jogo? São vocês que decidem…

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As regras do jogo

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O primeiro jogo dos antidemocráticos já tem um vencedor : a FIFA. Assim, o Futebol lidera por 1 a 0. Mas tudo pode mudar na segunda partida, na qual vamos falar sobre as regras do jogo no futebol e no rádio. Se os gramados e o espetro eletromagnético são espaços compartilhados, são necessárias algumas regras básicas para organizar um jogo de futebol e uma emissão de rádio. Precisam ser definidos os equipamentos utilizados, o número de jogadores, o que se considera falta, etc. Mas será que todas as regras atuais são de caráter democrático?

Para o antropólogo e professor Gundo Rial y Costas, a resposta é não. O texto que o antropólogo traz para a competição de hoje fala sobre a “mão invisível” do Futebol, que altera os resultados sem a participação dos juízes. De acordo com a radialista Ana Martina, do Prometheus Radio Project, no rádio é ainda pior. Ela nos apresenta as regras rígidas às quais são submetidas às rádios comunitárias nos Estados Unidos para obterem frequências. Quem vai ganhar essa partida?

Participe, porque neste jogo são vocês que decidem!

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Jogadores globais – Tomadores de decisões

jogadores_globais_webComeçamos nossa série com um tema bem polêmico: os jogadores globais no futebol e no rádio. De um lado a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e do outro a União Internacional de Telecomunicações (UIT). Conhece bem as duas organizações? Está na hora de se ligar!

Os primeiros autores a entrar em campo são Mateus Donato, mestre em sociologia e antropologia pela universidade federal do rio de janeiro. Mateus nos explica como são tomadas as decisões globais no mundo do futebol. Ele vai enfrentar ninguém menor que Rafael Diniz, radiolivrista e mestrando em ciência da computação. Rafael faz uma breve análise sobre a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Ora vamos! Clique para ler mais!

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Kick Off da campanha no Podcast +1c@fé

podcastFalta pouco para o pontapé de nossa campanha. Mas como não dá mais para ficarmos quietos, invadimos o podcast bilingüe +1caf@ para apresentar a nossa iniciativa e bater um papo sobre o futebol feminino. Falamos com a jogadora Anja Maike Hegenauer, uma crack do SC Freiburg da Alemanha e a amadora apaixonada Luiza Cilente, do Rio de Janeiro, sobre o futebol feminino profissional, a diversidade sexual e os lados obscuros da Copa no Brasil. Que desfrutem, comentem e compartilhem o programaaaaaaa…

LINK: Audio do programa “Futebol, mulheres e rádio” (radiotube)
LINK: Audio do programa “Futebol, mulheres e rádio” (+1c@fé)