Arquivos da categoria: Áudios

30.06. | Participação e inclusão da população

Querid@s leitor@s participantes, parece que temos um ganhador. A maioria de vocês achou pior a exclusão de migrantes nas rádios brasileiras do que a dificuldade sofrida por jogadores de futebol em outros países. O placar agora demonstra uma vantagem de 6 a 3 para o rádio. Então, a copa acabou? Não, porque devido a uma suspeita de uso de doping no equipe do rádio, vamos continuar o torneio enquanto esperamos o resultado de mais um exame de sangue…

Nesta semana vamos falar da participação da população no rádio e no futebol. Fazer rádio tecnicamente é fácil, barato e democrático – em teoria. Porque como nos demonstra a nossa jogadora do México, a radialista livre Polyester Kat, as leis restringem o uso popular da radiofonia.

E no futebol? Antes era barato assistir uma partida no estádio. Porém, agora, isso já mudou bastante, segundo o nosso jogador Caio Lima do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro. De acordo com Lima, esse processo de eletrização ainda foi mais acelerado devido a “Copa das Copas” e infelizmente não somente nos estádios mas também nos bairros das cidades sedes.

Dois cenários sombrios, mas qual é o pior? Vocês que sabem. Participem com o seu voto!

23.06. | Participação de estrangeir@s e migrantes

Goooool! A rádio marcou de novo e está vencendo o futebol 5 a 3. Além da atuação pouco confiável a arbitragem da FIFA vocês acharam ainda pior o trio dos juízes aéreos: Anatel, MiniCom e PF. Essa semana volvemos com um tema controverso: a participação de migrantes e estrangeiros na ar e nos gramados. O futebol e o rádio na sua prática não conhecem fronteiras, mas a verdade é que ambos precisam enfrentar muitas. Não se pode ganhar a vida jogando futebol fora do seu país sem visto de trabalho. E não se pode criar uma rádio no Brasil por ser estrangeiro. Se ligue no que o nosso time fala disso!

O nosso autor Nils Brock, jornalista e cooperante internacional da AMARC Brasil reconstrua a ambivalência das rádios que sirvam para sementar o amor ou o ódio. Por isso, excluir estrangeiros e migrantes da comunicação no ar não somente e anti-democrático senão também bastante perigoso.

A vida dos jogadores de futebol estrangeiros também não um mar de rosas, nos conta Yôko Woldering, Coordenadora da associação KoBra e.V. Da Alemanha. Não somente os brasileiros que procuram a sua sorte na Europa, mas também os profissionais que chegam aqui viram rapidamente uma mercadoria num mercado global que não é nada democrático.

O que é pior? Vocês é quem sabem. Votem para o seu anti-democrático favorito…

16.06. | Fiscalização no ar e nos gramados

Bem-vindas e bem-vindos a nossa primeira edição durante a “outra copa”. Nós fomos os primeiros a jogar e no placar de nosso torneio agora o rádio está liderando por 4 a 3 contra o futebol. O seu voto confirmou que o monopólio privado na comunicação radiofônica é ainda pior que a concentração de poder no reinado da FIFA.

Desta vez, o nosso tema é a atuação das pessoas que cuidam do cumprimento das regras. No futebol, tem os juízes, no rádio, agências as reguladoras, como a ANATEL, no caso do Brasil. Mas será que eles são sempre imparciais?

Karina Quintanilha, da ONG Artigo19, nos fala sobre a arbitragem do rádio no Brasil, onde emissoras comerciais são tratadas como “as donas da mídia”, enquanto rádios comunitárias e outra vozes independentes são reprimidas. No ar, estamos longe do chamado fair play.

Pouco melhor é a situação no futebol, é o que nos diz a jornalista Ana Garcia. Neste esporte, não só se compram entradas, como também alguns dos juízes. A FIFA diz preparar bem os juízes para serem imparciais e que sua seleção é criteriosa, porém, a tentação do dinheiro é grande…

E aí? Quem é o pior e merece ganhar esta partida? São vocês que sabem, então, votem no seu favorito!

09.06. | Regras antimonopólio

Bem-vindas e bem-vindos à sétima jornada de nossa copa. Ao vencer a última partida, o futebol empatou com o rádio na competição dos antidemocráticos. Agora o placar é 3 a 3. Vocês acharam pior a homofobia nos gramados do que a falta de diversidade sexual nas ondas radiofônicas.

O tema desta semana não é menos polêmico. Vamos falar das regras antimonopólio, as que existem e as que fazem falta. A FIFA proíbe que no futebol profissional times da primeira divisão tenham o mesmo proprietário. No rádio também não é muito diferente, e a Glôbolandia é um dos piores exemplos disso. Existe uma brutal concentração de propriedade. Vamos ver o motivo da situação ser assim no rádio – e também como, na prática, são burladas essas regras dentro dos gramados.

O nosso primeiro autor Bruno Marinoni traça um panorama da situação do rádio no Brasil. O repórter do Observatório do Direito à Comunicação demonstra como o espectro se concentra nas mãos de poucos ao longo da história e também critica a falta de uma iniciativa estatal que estimule e fortaleça o desenvolvimento da mídia comunitária e pública.

O segundo artigo desta edição retrata a expressa oposição do futebol mexicano contra as regras antimonopólio da FIFA. Como explica Edgar Khonde, escritor e ghost writer nato da nação das tortillas, é comum no México que clubes profissionais tenham o mesmo dono. No entanto, esses acordos entre os donos dos times é o que mantém empolgante a liga mexicana há muitos anos.

E quem vai ganhar essa partida? Decida, vote e compartilhe essa Copa!

02.06. | Gênero 2: Gays, lésbicas, bissexuais e transgenênero no rádio e no futebol

O rádio arrasou de novo! O abuso do futebol como palco político não teve força suficiente para vencer a postura autoritário dos Estados frente a expressão nas rádios livres e comunitárias. Agora o rádio leva uma vantagem de 3 a 2 no placar antidemocrático.

A partida desta semana trata de adversários comuns ao futebol e a radiodifusão democrática: a homofobia e a valorização da heterossexualidade. Estudos apontam que um em cada onze jogadores ou jogadoras de futebol são homossexuais. Porém, até hoje no futebol os atletas profissionais somente assumem a sua opção sexual após encerrar a carreira. E nas rádios? Será que lá também imperam a testosterona e o regime tolerância zero?

O rádio não é um paraíso da diversidade de gênero, acredita Markus Plate, jornalista radiofônico na ONG Voces Nuestras em Costa Rica. E depois de conhecer dúzias de rádios comunitárias na Europa e na América Latina constata que elas não escapam dos padrões heterossexuais pré-estabelecidos.

A Pulsar Brasil, agência informativa da AMARC – Brasil, faz um panorama de como universo do futebol, principalmente o masculino, não aceita a diversidade sexual. Num meio que reúne uma maioria esmagadora de homens, seja no comando dos times, os próprios atletas e também os torcedores, um simples debate sobre homofobia raramente aparece. Normalmente, jogadores que não se assumem homossexuais, mas que geram desconfiança por algum motivo são hostilizados dentro e fora do campo, por sua própria torcida e, claro, a rival principalmente.

Então, quem merece vencer esta partida? Vocês decidem, votem agora!

26.05. | Influência do Estado

E aqui está o esperado empate. Vocês consideraram o pouco interesse das rádios comunitárias no esporte feminino ainda pior do que a ignorância do Estado brasileiro frente às demandas das mulheres nordestinas que defendem o uso do dinheiro da Copa para programas na área de Educação e Saúde.

E falando do Estado, já chegamos ao tema desta semana. Tanto o rádio, quanto o futebol são utilizados como plataformas políticas. Os governantes jogam suas cartas de maneira a favorecer a eles próprios, assim como as rádios e televisões, que também não abrem mão dos seus interesses na hora de executar um belo passe.

Como demonstram as/os nossas/os autoras/es, as vítimas colaterais dessas ‘jogadas sujas’ acabam sendo o esporte e a comunicação. Javiera Diaz, psicóloga, investigadora social e radialista livre critica a falta de interesse dos Estados Latino-americanos para democratizar o dial nas épocas pós-ditaduras.

Já o professor e militante para a comunicação livre, Luis Black, descreve como o Estado Brasileiro instrumentalizou o futebol, desde a época da Ditadura Vargas até o os dias de hoje.

E ai, o que você considera pior? Neste campeonato é o seu voto que faz a diferença! Participe!

19.05. | As mulheres no rádio e no futebol

É dois a zero!!! Depois de duas rodadas, o futebol ampliou a vantagem. O uso injusto do espectro radiofônico ficou pequeno frente ao escandaloso episódio do Fluminense. Mas hoje, vamos falar das garantias legais para desfrutar do rádio e do futebol nos Estados-nações, e sobretudo no Brasil. Compete ao Estado defender essas garantias universais. Será que realmente garante-se uma ampla participação da população no futebol e no rádio? Fazer rádio livre ou comunitária no Brasil é uma “vida de gado”, opina nossa autora Pamella Magno, jornalista e mídia ativista. Pamella chama a atenção para as práticas repressivas de fiscalização no Brasil. No caso do futebol, Leonildes Nazar afirma que estamos numa crise profunda. A estudante de Relações Internacionais e colaboradora de um programa das Nações Unidas (ONU) alerta para as limitações dos direitos civis durante a Copa.Quem vai vencer esse jogo?

São vocês que decidem…

13.05. | Direitos civis e garantias constitucionais violados

É dois a zero!!! Depois de duas rodadas, o futebol ampliou a vantagem. O uso injusto do espectro radiofônico ficou pequeno frente ao escandaloso episódio do Fluminense. Mas hoje, vamos falar das garantias legais para desfrutar do rádio e do futebol nos Estados-nações, e sobretudo no Brasil. Compete ao Estado defender essas garantias universais. Será que realmente garante-se uma ampla participação da população no futebol e no rádio? Fazer rádio livre ou comunitária no Brasil é uma “vida de gado”, opina nossa autora Pamella Magno, jornalista e mídia ativista. Pamella chama a atenção para as práticas repressivas de fiscalização no Brasil. No caso do futebol, Leonildes Nazar afirma que estamos numa crise profunda. A estudante de Relações Internacionais e colaboradora de um programa das Nações Unidas (ONU) alerta para as limitações dos direitos civis durante a Copa.Quem vai vencer esse jogo?

São vocês que decidem…

05.05 | As regras do jogo

O primeiro jogo dos antidemocráticos já tem um vencedor : a FIFA. Assim, o Futebol lidera por 1 a 0. Mas tudo pode mudar na segunda partida, na qual vamos falar sobre as regras do jogo no futebol e no rádio. Se os gramados e o espetro eletromagnético são espaços compartilhados, são necessárias algumas regras básicas para organizar um jogo de futebol e uma emissão de rádio. Precisam ser definidos os equipamentos utilizados, o número de jogadores, o que se considera falta, etc. Mas será que todas as regras atuais são de caráter democrático?

Para o antropólogo e professor Gundo Rial y Costas, a resposta é não. O texto que o antropólogo traz para a competição de hoje fala sobre a “mão invisível” do Futebol, que altera os resultados sem a participação dos juízes. De acordo com a radialista Ana Martina, do Prometheus Radio Project, no rádio é ainda pior. Ela nos apresenta as regras rígidas às quais são submetidas às rádios comunitárias nos Estados Unidos para obterem frequências. Quem vai ganhar essa partida?

Participe, porque neste jogo são vocês que decidem!

28.04. | Jogadores globais – Tomadores de decições

Começamos nossa série com um tema bem polêmico: os jogadores globais no futebol e no rádio. De um lado a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e do outro a União Internacional de Telecomunicações (UIT). Conhece bem as duas organizações? Está na hora de se ligar!

Os primeiros autores a entrar em campo são Mateus Donato, mestre em sociologia e antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mateus nos explica como são tomadas as decisões globais no mundo do futebol. Ele vai enfrentar ninguém menor que Rafael Diniz, radiolivrista e mestrando em ciência da computação. Rafael faz uma breve análise sobre a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Ora vamos! Clique aqui para ler mais!